Hoje o meu dia está em festa.
Hoje o aconchego de mim mesma está bem aqui.
E no vazio do espaço dentro do tudo no mundo, a vida tece.
O fio da vida.
Tece.
Tece.
Tece, tece, tece o destino.
Vai tecendo e envolvendo numa história tão inédita. Tece e
vai contando, contrariando o que é, insistindo e persistindo, o que é que e o que é. A via da vida numa crescente estrada, até cessar.
É um rio?
Uma fornalha?
Um grito de alerta a soar?
Uma cadeira vazia?
Tece a vida que vai se ampliando no eco de um mundo incompleto, sempre incompleto.
A tristeza
que cisma em ficar. O amor que foi embora, possivelmente não vai voltar.
A vida é um fio que vai se entrelaçando no outro, nos
outros, com os outros. Uns fios querem ficar. Outros... Alguns outros fios
escapam e nem moira pode ajudar.

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